Cronos

Olimpo 4Entre os Titãs, era o filho mais novo de Urano, deus do Céu, e de Gaia, a Terra-mãe. Os Titãs eram um dos “grupos” de filhos daquele casal divino, e compreendiam Oceano, Ceu, Hipérion, Crio, Jápeto e Cronos. Os outros “grupos” eram os Hecatonquiros (Briareu, Giges e Coto), os Cíclopes (Arge, Estérope e Bronte) e as Titânides (Tétis, Reia, Témis, Mnemósine, Febe, Dione e Tia). Deste modo, pertencia Cronos à primeira geração de divindades, mesmo antes de Zeus e dos deuses Olímpicos.

Com a ajuda de sua mãe, foi Cronos, o único filho de Urano, que conseguiu ajudar Gaia a vingar-se deste, castrando-o com uma foicinha dada pela mãe. Tomou então o lugar de Urano no céu, passando a controlar o Universo. Um dos seus atos imediatos foi reenviar os seus irmãos Hecatonquiros (gigantes de cem mãos) para o fundo do Tártaro (o lugar mais profundo dos Infernos), o mesmo fazendo aos Cíclopes. Estes seus irmãos estiveram em tempos ali aprisionados por Urano, tendo sido libertados apenas a instâncias e pedidos de sua mãe, Gaia.

Cronos casou-se depois com Reia, sua irmã Titãnide. Como seu pai já tinha feito, tratou depois de eliminar os seus filhos, engolindo-os à medida que nasciam, pois Urano e Gaia, arcas divinas da sabedoria e do conhecimento do futuro, tinham previsto que um dos descendentes de Cronos haveria de usurpar o seu poder. Foram devorados, por isso, Héstia, Deméter, Hera, Hades (Plutão) e Poseidon, tendo escapado apenas Zeus. Este conseguira-o porque Reia, farta de estar privada de seus filhos e estando grávida de Zeus, decidiu fugir em segredo para Creta, para a colina de Dicte. Aqui deu à luz Zeus. Mas Cronos logo descobriu Reia. Esta, no entanto, plena de sabedoria e argúcia, enfaixou uma pedra em panos de bebé, fazendo-a engolir por Cronos, que, toldado pela fúria, de nada desconfiou.

Quando atingiu a idade adulta, Zeus, com a ajuda de Métis, uma das filhas de Oceano, um Titã, obrigou seu pai, Cronos, a vomitar os seus irmãos, depois de o induzir a beber uma droga. Zeus, à frente de seus irmãos e irmãs, resolveu então entrar em guerra com o pai, que tivera também os outros Titãs, seus irmãos, acorrentados, tal como aos Cíclopes. Estes últimos, gigantes de um só olho, em agradecimento a Zeus deram-lhe os seus famosos raios com que costuma ser representado. Os Titãs, todavia, revelaram-se aliados de Cronos naquela guerra, que durou dez anos. Esta só terminou depois de um oráculo ter prometido a Zeus a vitória com a condição de que ele fosse libertar todos os seres antigamente atirados por Cronos para o Tártaro, de modo a tornarem-se seus aliados. Tarefa difícil, que pôs à prova a Zeus, mas que este levara a bom termo e, por isso, fizera com que acabasse com a guerra na qualidade de vencedor. Cronos, derrotado, foi então aprisionado, com os outros Titãs, no lugar onde antes estiveram encarcerados os Hecatonquiros, agora seus carcereiros. Mais tarde, terá sido Cronos exilado num outro paraíso distante, ou talvez esquecido como divindade menor.

Cronos não tivera apenas filhos de Reia, pois de uma relação sua com Filira nascera um ser imortal de dupla natureza, meio homem e meio cavalo: o centauro Quíron. Ao envolver-se com Filira, Cronos tomou a forma de cavalo, dando assim origem ao centauro. Também lhe é atribuída a paternidade de Hefesto, que ele teria tido de Hera, a ciumenta esposa de Zeus, filho mais novo de Cronos, ou de Afrodite, que assim não seria filha de Urano.

Cronos está intimamente associado às lendas da Idade de Ouro, quer entre Gregos quer entre Romanos. Em relação aos primeiros, tal se deve a uma eventual reconciliação sua com Zeus, vivendo então nas Ilhas dos Bem-Aventurados, passando Cronos a ser um “rei bom”, o primeiro a reinar no Céu e na Terra, num tempo a que se chamou de Idade de Ouro. Entre os Romanos, Cronos era identificado com o deus do milho, Saturno, e tinha o seu reino na colina do Capitólio (Campidoglio), em Roma, ou até na Sicília, na África ou, de forma abrangente, no Mediterrâneo Ocidental. Com as idades do Bronze e do Ferro, principalmente esta, terão o mal e a guerra grassado entre os homens, que se tornaram maus e conflituos, acabando com os tempos de Ouro e da Felicidade terrena.

Cronos é também identificado como o tempo personificado, devido a um jogo de palavras grego.

É identificado com Saturno da mitologia romana.

 

Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$cronos&gt;.

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Circe

220px-Circe_Offering_the_Cup_to_OdysseusFeiticeira, filha do deus Hélio e da nereida Perseis. Vivia na ilha de Eéia, que possivelmente ficava na costa oeste da Itália. Com poções e encantamentos, Circe era capaz de transformar seres humanos em animais.

http://distante.no.sapo.pt/mitgrega.html

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Sobre “Gladiador”

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Eu gostei do filme, porque acho  que as lutas e as mortes estão muito bem feitas!

Pedro Mauro

Eu gosto do filme, porque acho que a realização está muito bem feita e os actores representam bem as personagens.

António Pedro 

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Gladiador

Fomos ver o filme Gladiador.

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Anquises

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Na mitologia grega, Anquises foi um príncipe troiano, primo do rei Príamo.Era conhecido por possuir seis excelentes cavalos (algo valorizado na época, uma vez que os troianos eram exímios cavaleiros) e por ter sido amante mortal da deusa Afrodite, com quem teve o filho Eneias – que conduziu os sobreviventes da destruição de Tróia para fundar uma nova cidade.

Fonte: wikipedia

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Eneias

EneiasEneias, príncipe troiano, era filho de Anquises, da família de Príamo, rei de Troia, e de Vénus.Quando os gregos tomaram Troia, Eneias resistiu em vários combates travados nas ruas da cidade; mas, vendo-se em situação de grande desigualdade perante os gregos, seus inimigos, foi, com o pai ao ombro e o filho Ascânio pela mão, refugiar-se no monte Ida, com todos os troianos que quiseram acompanhá-lo. Entretanto sua mulher, Creusa, desapareceu, sem que ninguém mais tivesse conseguido encontrá-la.

Eneias embarcou então numa frota e partiu em viagem, tendo ido aportar ao Epiro. Sofreu tempestades horríveis, mas conseguiu alcançar Cartago, no Norte da África, onde a rainha Dido lhe dispensou acolhimento muito carinhoso, ao mesmo tempo que se lhe afeiçoava profundamente.Passado algum tempo, deixou Cartago e navegou para a Sicília, e mais tarde, vencidas todas dificuldades que os ventos contrários lhe causaram, deu entrada com a frota muito danificada, num porto da Itália, onde resolveu demorar-se por longo tempo.Porque queria saber do seu destino, foi depressa consultar Sibila, donzela que previa o futuro, que lhe ensinou o caminho dos infernos para que a sua entrada fosse facilitada e lhe indicou o lugar onde se encontrava o «ramo de ouro», que ele deveria levar e oferecer a Prosérpina. Entrou nos infernos e, nos Campos Elísios, viu todos troianos mortos na guerra com os gregos, incluindo seu pai, que o informou do seu futuro e da sua posteridade. Saiu dos infernos e resolveu trazer a sua frota para as margens do Tibre, onde a deixou ancorada.Por entender que as viagens de Eneias deviam agora chegar ao seu fim, Cibele, filha do Céu e da Terra, converteu em ninfas todas as suas naus. Eneias ficaria agora na Itália.Teve de lutar com Turno, rei dos Rútulos, povo italiano, por causa de Lavínia, com quem veio a casar após um combate singular de que resultou a morte do seu adversário.

Eneias fundou ali um pequeno estado, que os Romanos vieram a considerar o berço do seu império.

Diz-se que Vénus, mãe de Eneias, o arrebatou para o céu, contrariando a vontade de Juno, que havia prometido persegui-lo sempre, por ser troiano.

 

Eneias. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. [Consult. 2013-04-26].

Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$eneias&gt;.

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Minerva

minervaDeusa da sabedoria, das artes e da guerra, filha de Júpiter e Reia. Nasceu, já armada, do cérebro do próprio pai, após Vulcano, deus do fogo, lhe ter desferido um profundo golpe na cabeça.

Minerva e Neptuno, irmão de Júpiter, disputaram entre si qual dos dois daria o nome à cidade que Cécropes, rei dos atenienses, havia mandado construir na Ática. Essa honra caberia àquele que fizesse coisa de maior beleza e significado. Minerva, com um golpe de lança, fez nascer da terra uma oliveira em flor, e Neptuno, com um golpe do seu tridente, fez nascer um cavalo alado e fogoso. Os deuses, que presidiram a este duelo, decidiram em favor de Minerva, já que a oliveira florida, além de muito bela, era o símbolo da paz. Assim, a cidade nova da Ática foi chamada Atenas, de Atena, nome que os gregos davam a esta deusa.

Minerva representa-se com um capacete na cabeça, escudo no braço e lança na mão, porque era deusa da guerra, tendo junto de si um mocho e vários instrumentos matemáticos, por ser também deusa da sabedoria.

 

Minerva. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. [Consult. 2013-04-26].

Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$minerva,2&gt;.

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